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29/11/2008 23:59
Rumo à vitória
Quando virás para depois partires em busca da realização do teu sonho? Ando desejando esta tua breve chegada, como os cajueiros anseiam pelas chuvas passageiras. Mas que, apesar de intermitentes, os fazem explodir em flores e frutos, nesse fugaz encontro.
Quero que venhas e, estando perto, quero ser mais que recíproco na alegria desse reencontro saudosista. Quero olhar nos teus olhos cor de amêndoa, o brilho do prazer satisfeito. Quero poder sentir na tua alma, um pouco dessa ansiedade de quem está prestes a realizar um sonho e te dizer, que isso é normal, pois o novo sempre causa expectativa e receio.
Nessa rápida vinda, te farei sabedora de que a tua presença, mesmo sendo transitória em minha vivência, me liberta momentaneamente da prisão dessa rotina e mesmice que anda a minha vida, me fazendo experimentar agradáveis sensações.
Ao estar contigo, não quero só o que é inerente à natureza humana. Quero também, contemplar cada palmo dessa caixinha de pandora, que é o teu ser e que, nem por isso, me causa espanto algum. Pois nada me faria desistir de tê-la por mais esse momento.
Por fim, quando estiveres de forma breve aqui, quero que saibas do imenso prazer que a tua companhia me proporciona e do quanto gosto desse teu jeito de mulher-menina travessa. Antes de ires rumo à tua nova e grandiosa conquista, desejo de coração, que tenhas toda a sorte do mundo. Pois, assim que o tempo fluir lépido na ampulheta, vou querer ouvir sobre os louros da tua vitória.
Criado em: 25/11/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
07/11/2008 21:20
Conscientização tardia
Transcorridas quase quatro décadas de efêmera existência, veio à cabeça fazer um breve resumo de tudo o que se sucedera no decorrer da mesma. Tinha consciência de que uma só folha escrita frente e verso era mais que suficiente para os seus relatos. Doía-lhe muito, ter essa certeza!
Lembrou com enorme nostalgia que nas suas duas primeiras décadas, fora verdadeira e imensamente feliz. Deu-lhe tamanha saudade ao lembrar da aurora de sua vida, da sua infância e adolescência queridas, de um tempo que já não volta mais.
Não esqueceu e nem poderia, das duas décadas restantes, pois fora nelas que conheceu e reconheceu o gosto amargo da frustração. Nelas também descobriu o quanto a fase adulta, pode tornar um ser humano amargo e triste, profundamente triste.
Por fim, recordou as noites em que chorara não por não ter um amor, porque isso é uma sensação que vem e logo passa, pois ninguém por melhor que pareça ser, será capaz de saciar essa sede de amar do outro, assim, seguiremos sempre desejando amar alguém. Na verdade, muito chorara, por não ter se realizado como pessoa, não que tivesse idealizado coisas suntuosas, mas por não ter tido um objetivo certo a seguir. Assim, acabou ficando inerte diante da vida que passara e sempre lhe convidara a vivê-la.
Hoje, tomou consciência que a segurança, a auto-estima e a força de vontade que tanto murmurava por não tê-las, só existiriam se, somente se, ele tivesse consigo um objetivo concreto e que o almejasse de verdade, com todo o seu coração. Aí sim, teria lutado, cometido erros, se levantado e seguido adiante, até consegui-lo. Sendo enfim, em todo esse tempo de sua existência, alguém lutador e vitorioso, cheio de histórias de vida para contar, como tantos outros habitantes desse planeta chamado terra.
Criado em: 30/09/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
28/10/2008 23:24
A remissão
Não sei se fui vítima de um terrível vilão ou se dei imenso poder à tão ingênua criatura! Mas tenho que reconhecer que muito me magoei e me abati por tal evento.
Desde o início, nunca nos entendemos, muito pelo contrário, sempre havia um mal-estar, quando, porventura, nos encontrávamos. Isso fez com que me afastasse por um longo tempo, como a querer curar uma ferida que fora aberta.
Perguntava-me sempre por que fora dar a um ser juvenil, a chance de adentrar num íntimo tão adulto, quando o mesmo sequer, conhecia a si próprio. Questionava-me também, como me deixei levar por palavras sem nenhuma convicção ou segurança. Já que nelas, só imperavam a inexperiência e a curiosidade ─ vontade incontrolável de conhecer o ainda desconhecido.
Deixei-me envolver por uma atmosfera pueril e me vi reagindo igualmente a quem me interpelava de uma forma instintiva, com grande rebeldia. Isso fez desencadear inúmeras situações insólitas, mas também, hilárias. Já que jamais, pensei vivenciar algum dia em minha vida.
Quando abri meu peito, fora corrompido pela rebeldia daquele espírito juvenil. Debilitado, me senti ferido pelas declarações espontâneas e ingênuas, mas ásperas do mesmo. Para tentar me curar, fui me refugiar no interior do interior do meu ser. Passaram-se anos, mas sempre convivi com um fantasma que fora alimentado pela mágoa e o rancor que o tal ser me causara e, por isso, nunca pude esquecer totalmente do episódio e nem do meu algoz.
Foi numa noite qualquer que as minhas preces foram ouvidas e uma chance de ver a luz (a remissão), fora dada ao tal espírito! Antes de sumir de vez da minha vida, ele veio pedir perdão por todo tormento que causara desde tempos atrás. Surpreso, mas felizmente aliviado, o perdoei, como se ali, um exorcismo tivesse sido feito e assim, um enorme peso saído de nossa consciência. Ainda no decurso de sua partida, falou que me ajudaria em algo que me faria bem, mas isso, já é uma outra estória.
Criado em: 21/09/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
18/10/2008 21:41
És como o mar
Conhecia-te apenas por palavras, estas, todas trocadas sem um único contato visual! Escrevias o que bem entendias e eu, o que era mais adequado.
O tempo passou e a curiosidade ─ algo inerente ao ser humano, se mostrou exacerbado em teu ser mulher a ponto de me propores um encontro. Mesmo receoso, me senti motivado por algumas palavras tuas que insinuavam desejos que, aparentemente, parecias sentir. Antes, fiz alguns questionamentos a respeito, só para sentir se existia veracidade nelas. Isso, apenas por mera formalidade, pois já estava completamente enfeitiçado por tuas insinuações.
O grande dia chegara e quando meus olhos te viram, brilharam. Fora como se tivesse achado um oásis nesse imenso deserto que é a solidão. Só que nada falaste, pior, nenhuma reação esboçaste, fazendo com que ficasse ainda mais inseguro. Passado a impressão inicial que fora a de puro contentamento, intui que não agradara de todo.
Diante da única reação que não esboçaste, mas deixaste transparecer em teu semblante ─ a de rejeição, fui morrendo aos poucos, pois tive a certeza de que não aplacarias a sede que há muito me consumia.
Por tuas palavras que mais pareciam águas cristalinas, pensei que estaria diante de alguém especial. Mas para minha infeliz surpresa, descobri que elas não passavam de ondas que, de acordo com as marés de teus interesses, iam e vinham aportar na areia do meu sedento ser. Tudo isso me fez ver a tua verdadeira natureza, pois és mar e como tal, podes abrigar vida em teu interior; possuir o mesmo cheiro embriagador; ter a mesma beleza encantadora e a mesma imponência. Mas como o mesmo, na sua essência, jamais poderá aplacar a sede de algum ser vivente, principalmente, essa minha imensa sede de amar.
Criado em: 18/09/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
15/10/2008 00:26
Começar para se conhecer
Ah, o quanto perdemos fazendo conjecturas sobre o que não temos a menor segurança no que poderá vir a ser, pois ainda se encontra numa iminência incerta de acontecer. São esses instantes preciosos que definem um início ou um fim instantâneo de um futuro envolvimento.
Não há tanto mistério no surgir de uma relação, já que, como tantas outras coisas nessa vida, só existem duas opções, ou dá certo ou dá errado. Mas insistimos em cometer o erro absurdo de querer julgá-la antes mesmo de sua concretização ou não e, o pior disso, é que nunca chegamos a um denominador comum. Pelo contrário, acabamos, com isso, perdendo um enorme e precioso tempo, que bem podia estar sendo desfrutado, despretensiosamente, a dois.
Esquecemos sempre, que toda relação, até mesmo, aquelas que findaram mal, antes disso, tiveram um início. Como bem se sabe, no começo, tudo são flores de felicidade plena. Então, cientes disso, por que adiar ou impedir o nascer dessa relação? Permitamos então, o seu começar, para que assim, ainda nos primórdios de seu vivenciar, possamos conhecer a sua verdadeira essência.
Criado em: 06/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
11/10/2008 21:46
Marcado pelo arrependimento
Depois daquele encontro, uma baixa auto-estima o assombrou, de maneira tal, que nos dias que sucederam o ocorrido, se sentiu como o pior dos anjos caídos, pois o arrependimento corroia a sua alma.
Em vinte e quatro horas fizera e sentira coisas que jamais imaginara, a ponto de até apelar à feiticeira faceira, autora do encanto que o pegou. Mas não sem antes deixar de suplicar o apoio de seu Criador. Um ato extremado, pois em vez de suplicar a remissão dos pecados não cometidos, mas pensados, pediu uma segunda oportunidade para cometê-los, já que desperdiçara a primeira.
Em seu ser angustiado, a espera era como um punhal a ferir de morte, a frágil esperança que ainda alimentava com afinco. A distância, agora aumentada pelo silêncio alheio, parecia agourar os seus anseios. Mas nada podia fazer de fato contra o que estava a ocorrer, já que tivera uma chance e a deixara escapar de suas mãos, que impotentes ficaram naquela ocasião, devido a um misto de emoções / sensações, inibindo a execução efetiva de seus desejos.
Até hoje, ainda espera uma outra chance! A angústia ainda permanece presente em seu semblante e aquela esperança, ferida de morte, ainda agoniza no peito. Mas, às vezes, no auge de sua aflição, chega a pensar coisas. Imagina que a feiticeira, sabedora da força do seu encanto, silenciara só para reforçar o mesmo, alimentando assim, seu ego inumano. Quanto ao seu Senhor, apenas pensa que Ele, na sua compreensiva misericórdia e pelo muito que conhece o ser que criou, preferiu se abster e deixar que o resultado, seja fruto das ações de seu servo.
Criado em: 10/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
07/10/2008 23:27
Aviso aos navegantes
Nesse antagônico mar da natureza humana, onde coexiste o que há de mais belo e o que há de mais tenebroso, o grande perigo é cair no canto das sereias ─ nos braços das tentações. Por isso, aviso aos navegantes, permaneça sempre alerta, trace bem a sua rota e a percorra sempre com zelo, pois só assim, chegarão quase intactos a seus portos. O quase é porque, mesmo seguindo fielmente o aviso, alguns ainda se ferirão, pois a carne (a natureza humana) é fraca, já diz a Santa Escritura. Mas para os sábios navegantes, as provações são encaradas como um verdadeiro aprendizado para se formar o bom caráter.
Criado: 06/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
04/10/2008 22:30
Uma amarga herança
Muito cuidado com aquele que muito fala e dá detalhes do que deveras sente, pois possui o nefasto dom de produzir expectativas frustrantes naqueles que lhes dão confiança! Depois de conhecer suas vitimas, as descarta de acordo com a sua vontade que, quase sempre, é dúbia e passageira.
Possui coração, mas a total ausência de sentimentos, o torna num frio metamorfo, pois assume facetas que transmitem impressões irreais, só para realizar os seus vis interesses.
Só agora vejo o quanto incauto fui, a ponto de me deixar levar por palavras parafraseadas de um livro de truques do mais sórdido dos trapaceiros. Assim, fui levado a abrir a porta para quem mal conhecia e bem sabia o que queria, sem me importar com as conseqüências que uma possível insatisfação alheia, me causaria. Grande preço paguei por essa repentina fraqueza, pois fiquei com uma amarga herança. Essa, composta por uma constante lembrança do desprezo sofrido, inquietando todo meu ser, ad infinitum.
Criado em: 27/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
04/10/2008 22:29
Frágil esperança
Meus sonhos antes e sempre sonhados estão e foram todos despedaçados! Talvez por total falta de empenho ou competência minha em torná-los concretos, se bem que, a ausência plena de apoio, emperra e encerra quaisquer sonhos. Por tudo isso, meus sonhos se tornaram uma fonte contínua de desilusão.
Se antes me julgava morto, hoje, estou sepultado nessa casa, seguindo uma rotina massacrante e que, em nada, me prepara para novas perspectivas. Por isso, o pensamento de ter despertado tardiamente, me assola dia-a-dia, se tornando mais uma tortura para minh´alma.
Noites incontáveis chorei, por remoer uma situação ruim e que parece nunca ter um final. Muito tenho clamado aos céus, mas penso que tenho pecado demais para merecer sequer, uma pequena graça e assim, permaneço com o semblante dorido de um eterno derrotado, que não sabe o que será do seu amanhã. Esperando pelo menos, ter um, para assim, poder sentir o doce e prazeroso sabor da ressurreição e da remissão, culminando numa grande vitória.
Criado em: 15/04/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
26/09/2008 20:39
De uma inevitável queda
Quando conversamos de início, dizíamos que a cada diálogo mais desprendido, subiríamos um degrau na fictícia escada do envolvimento. Mas sempre existiria o receio de quem está subindo não sei para onde e isso, no começo, tornava a escalada lenta.
As suas palavras me passavam uma sensação de segurança, algo necessário para que meus passos fossem impulsionados mais rapidamente rumo àquilo que, por enquanto, eu só imaginava, mas que em sua mente, já estava mais que definido. Só não sabia se essa segurança que tentava me passar, era a de me proporcionar uma subida agradável ou se era a da certeza de que conseguira o seu objetivo pessoal.
Em curto tempo, o desejo era tão forte, que a sua presença já se fazia diária em meu ambiente. Assim, sem notar, transpus lances inteiros de degraus, tudo em uma só vez! Nesses instantes, estive sempre apoiado por suas palavras ─ mãos sutilmente fortes, garantia de que nada de mal aconteceria, foi assim que me fez entender.
As suas constantes ousadias verbais e visuais, me faziam só olhar para cima, esquecendo de vez, o quanto alto já estávamos. Inexplicavelmente, enquanto perdia a noção da altura, o medo não me assolava, mas ao olhar para cima, mesmo forçando a vista, não conseguia enxergar o nosso destino, apenas novos lances de degraus.
Minha imaginação embarcou e navegou por cenários, nunca antes, sequer, pensado por mim. Então, nos envolvemos! Nessa hora, o que estava a passar pela sua? Planos futuros a dois ou apenas a satisfação pela conquista do que já tinha planejado?
Hoje a sensação que tenho, é que, logo após o fato consumado, você foi se saindo aos poucos, para que eu não notasse. Quando me dei conta, já tinha partido, levando consigo, a escada usada para me conduzir para o alto. Deixando para trás, eu e a angústia de não saber como fazer para não sofrer imensamente com a inevitável queda.
Criado em: 09/04/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
26/09/2008 20:31
Das asas da paixão
Um dia sentiu a imensa necessidade de voar! Partir intrépido rumo ao ainda desconhecido, pois já conhecera em parte, só de ouvir falar. Mas como alçar tão audacioso vôo, se lhe faltava o essencial, asas. Não precisamente, as mesmas que fazem parte do ser pássaro, mas asas imateriais que tantos seres humanos almejam e que se fazem necessárias para levá-los com rapidez e segurança para o destino almejado.
Alguém surgira inesperadamente e como um enviado divino, lhe dera as tais. Mas presenteou-lhe de forma sutil, tanto que só se dera conta, quando já estava a experimentá-las num breve planar. Não se continha de tanta felicidade e logo começara a ensaiar vôos mais altos, esquecendo de um velho ditado.
Esse alguém com suas conversas sobre idéias e ações ousadas, o incentivava mais e mais a antecipar a partida de sua intrépida jornada aérea, sem mesmo planejar adequadamente os detalhes. Pois ele vislumbrava e parecia já vivenciar, tudo aquilo existente em seus sonhos recentes.
Num belo dia, já decidido, partiu! De início, seu vôo o fez conhecer totalmente o que só tinha ouvido falar e também o fez logo experimentar sensações e pensamentos que, outrora, não imaginava vivenciar. Mas foi só isso! Como se fosse Ícaro começou a perceber que as asas que lhe deram, não eram fortes o suficiente para vôos longos, mas só para um único e breve vôo e assim, viu tudo que sonhara desabar em segundos. Nesse momento, aquele alguém não mais estava por perto, tinha partido sem explicação nenhuma. Deixando-lhe entregue à decepção, totalmente confuso, a ponto de não saber qual rumo tomar.
Criado em: 10/02/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
25/09/2008 20:50
Da incerteza de voar
Está chegando a hora de alçar vôo! Irei para além dessa ilha, na qual se tornou a minha vida. Vislumbro um horizonte vasto, repleto de acontecimentos que me farão crescer em todos os sentidos, extrapolando esses limites tão rígidos a que me impus.
Tenho consciência dos possíveis riscos, mas um chamado místico me enfeitiça e me encoraja, dando asas, com as quais, pretendo partir. Se tudo correr bem e conspirar a favor, mudanças nunca antes imaginadas por mim acontecerão.
A sorte está lançada! Daqui a poucos dias, o desfecho será conhecido e saberei se as asas dadas por uma deusa (Pandora), serão suficientemente fortes para seguir até o fim dessa jornada ou se repetirei a história de Ícaro, que pereceu no mar, logo após estar perto das nuvens e desabar sob o sol inclemente de um destino imprevisto.
Criado em: 14/02/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
24/09/2008 20:30
Sob o signo do receio
Vem cá, morena! Vem e diz que tudo não foi um sonho irrealizável. Que aquela conversa, eventualmente, virtual, não passou apenas de mais uma conversa fiada, dita ainda, ao sabor de efeitos etílicos de desejos embriagadores. Saiba que até mesmo a embriagues passional, possui conseqüências nefastas e que, até mesmo o dia seguinte, também tem lá os seus murmúrios de arrependimento.
Sou consciente de que tudo na vida tem seu risco, mas ser vitima de um ato insensato e inconseqüente, dói e machuca demais. Tanto que pode nos fazer prisioneiros do medo de ter uma nova mágoa, nos fechando completamente para uma outra experiência, que bem pode nos fazer amar novamente. Criando-se assim, uma autodefesa que nos torna insociáveis.
Como não quero permanecer sob o signo do medo, desde já, morena, desejo que as suas palavras sejam o reflexo fiel e verdadeiro do que sente e deseja. Se assim for, tornar-me-ei aberto aos seus encantos, mas sem o temor de também ser feliz.
Criado em: 29/06/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
19/09/2008 21:19
Um dia para celebrar... A hipocrisia
Amigo ─ palavra de sentido esvaziado pela conveniência de interesses, nem sempre, bem exposto por essa moderna sociedade. Muitas vezes, esse termo (amigo) é dito como um eufemismo barato, só para omitir pensamentos, quase sempre, contrários àquele que o recebera. Por fim, como pecador que pronuncia o santo nome Dele em vão, assim faz a humanidade com essa palavra (amigo), já que é em vão, que a dizem compulsivamente, pois no fim, depois de supridos os interesses, não significará nada.
A hipocrisia é algo inerente à humanidade, tanto que penso que deve ser regra básica para uma melhor convivência social. Surpreendo-me, quando alguém foge, por alguns instantes, dessa regra e chama o outro de colega, pois esse é o termo mais correto para definir o tipo de relação social que vivemos atualmente. Algo bem formal e definido. É colega de trabalho; de faculdade; de farra e de tantas outras coisas afins.
Bem, hoje é o dia da amizade, como se algo tão sincero e puro assim, necessitasse de um dia específico no ano para ser celebrado. Mas, todavia, celebremos esse dia de simbolismo duvidoso, já que não passa de mais uma data comercial, mesmo que estejamos sendo hipócritas. Pois os atuais corações, em sua grande maioria, não abrem espaços para sentimentos e sensações puras e verdadeiras. Salvo se ambos vierem carregados de terceiras más intenções.
Criado em: 20/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
12/09/2008 23:06
A uma amiga
Fruto de um amor que tive e ofertei, a vejo vicejante como a mais bela flor do campo. Luz que ilumina cada dia de minha vida! O amor que outrora ofertei e que te fez ser gerada, hoje, é todo e só para ti.
Dias difíceis passei, algumas pessoas me deram as costas, diante do conhecimento de tua inesperada chegada. Mas alguns poucos e preciosos seres se fizeram presentes sempre e, por isso, me senti forte o suficiente para não desistir de tê-la e tão pouco, desanimar facilmente com o que poderia vir, juntamente, com a tua chegada.
Hoje, diante do menor abalo, devido a acontecimentos que são inerentes ao viver de qualquer ser humano, olho para ti e renovo as minhas forças. Pois sei que ainda, por um bom tempo, necessitarás de mim e, estando frágil, jamais poderia te ajudar.
Algo quis tirar a nossa paz, mas o tempo mostrou que tudo não passou de uma preocupação exagerada de quem tem o receio de uma inesperada separação eterna. Hoje, já recuperada, festejo cada dia em que estou contigo, crendo que muitos outros virão.
Criado em: 01/05/08 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
07/09/2008 21:35
Da prudência
Quando fores revelar alguma coisa para alguém, jamais o faça sob o efeito embriagador dos desejos repentinos, nem tão pouco, sob o torpor de dores e mágoas recentes. Pois quando tudo isso cessar, poderás descobrir tardiamente, que cometeste um duplo e grave erro. Já que fizeste o que não querias e causaste, o que não desejavas.
É prudente, quando for assumir algo, que se esteja sóbrio e, plenamente, consciente desse ato. Pois assim, tudo o que emanar, sair de você, será naturalmente verdadeiro e não, um acaso provocado por uma necessidade momentânea, regida por insensatez nefasta.
Todo gesto impensado, traz consigo, conseqüências que, à primeira vista, parece ser ruim, só para quem é vitima dele. Mas que, no passar lépido dos dias, nos mostrará que não é bem assim. Pois as conseqüências são uma via de mão dupla ─ tanto sofre a vitima, como aquele que o cometeu. Então, prudência no que diz respeito a assumir o que sentes no momento. Pois, às vezes, nem sempre é o que realmente necessitamos e, brincar com as sensações alheias, é o mesmo que brincar com fogo, há sempre o risco de se queimar.
Criado em: 08/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
04/09/2008 15:38
Se queres me cativar
Enquanto os outros buscam os holofotes para se fazer notar e serem apreciados, permaneço na penumbra, onde apenas o brilho dos desejos faz visível o meu olhar. Identificando-se com o felino doméstico no escuro, com os olhos a brilhar feito centelha, que incendeia a fogueira adormecida da atração pelo raro. Coisa proposital, feita para só para atrair o incauto curioso, até o mais próximo possível para vê-lo e assim, proporcionar o encontro.
Se quiseres saber quem sou e do que posso ser capaz, terás que adentrar no meu recinto e nele estando, obterás meu olhar como referência, mas o guia será o teu desejo, se realmente, assim quiseres. Não colocarei obstáculos no percurso, pois a intenção é de tê-la bem perto, mas se acaso surgir algum, será proveniente de ti, por isso, estejas atenta, para que não venha a se converter em algo negativo a atrapalhar a busca do que já tanto anseias.
Se a vontade existir e for realmente forte, não te abaterás pelo pouco que descobriste e experimentaste, pois terás consciência que o mais importante, é o todo que ainda está por vir. Caso a vontade exista e seja fraca, devido ao pouco que conseguiste apurar, desistirás sem pensar, já que, aparentemente, não alcançaste o que pretendias.
Depois de me conhecer, não prenderei ninguém, nem mesmo aqueles que conseguirem me conquistar. Mas ao partir, cada um deles, ficará sabedor de que deixará algo, nada que não possa ser ofertado. Em contrapartida, também darei algo em troca e, especialmente, para aqueles que fazem do egoísmo, algo imprescindível em suas relações, receberão em igual proporção ao que for dado, nem mais e nem menos. Digamos que seja um preço ínfimo que se paga ao cativar alguém.
Criado em: 09/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
31/08/2008 21:11
Perda pela imprudente indiferença
E o momento de amor e entrega, se consumou! Depois, viria o descanso em braços entrelaçados num abraço apertado, com bocas a sussurrar frases meigas e a se tocarem em beijos sutis e ternos, como a celebrar uma relação perene. Mas o que se viu, foram corpos separados e bocas a proferir palavras fora do contexto daquela consumação da paixão, como se pairasse no ar, a presença sutil da insensibilidade. A seguir, ambos foram dormir sem um cumprimento sequer, apesar de muito terem falado, e se deitaram em camas distintas.
Naquele momento, ela deve ter se sentido a pior das mulheres, pois esperava mais desenvoltura dele (mais afetividade), já que estiveram juntos antes, mas isso não aconteceu. Por isso, interpretou como sendo um sinal de que tudo ali, não passara de mais uma transa e nada mais, enquanto que ele, fora se deitar sem a mínima noção do que ocorrera depois daquela entrega física e sentimental.
Durante aquela madrugada, ela fora se deitar decidida em relação ao que faria com o envolvimento entre eles. Já o eventual parceiro, dormiu pensando em tê-la outras vezes.
Num curto espaço de tempo, ela já colocara em prática, o que decidira e, a cada dia, se fazia distante. Enquanto que ele, entre longos intervalos, telefonava, ainda pensando que a teria de novo.
Em pouco tempo, a sensação de serem dois estranhos, já se fazia presente nos poucos contatos que ainda mantinham, melhor, que ele tentava manter, já que a mesma, não mais telefonava. As conversas se tornaram frias e apenas, se atinham a rotina de ambos, sem nunca ser tocado o assunto sobre o envolvimento deles e, foi só assim, que ele começou a perceber que a perdera naquela madrugada, logo após o ato, com o seu imprudente comportamento de indiferença (ausência de afetividade). Ação fatídica e que tanto a feriu, a ponto de fazê-la desistir de uma quase certa continuidade da relação.
Criado em: 16/06/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
27/08/2008 21:50
Decisão inconteste
No pesar da balança dela, dos prós e dos contras, ele já sentira que ficou na desvantagem, não que ela tenha explicitado isso. Mas deixara evidente, quando fizera alguns questionamentos bem específicos. O bom é que demonstrou, com isso, estar pensando e analisando muito bem, o fato de se envolver com ele, mas por outro lado, o fez sentir que não corresponderia adequadamente aos tais questionamentos, já que tinha situação distinta e isso, o fez se abater.
Desde o início, tinha consciência de que detalhes bem pessoais, colaborariam negativamente a um eventual entendimento com ela, por isso, o receio em ir encontrá-la. Mas, mesmo hesitante, fora vê-la e retornou com um mau pressentimento, a ponto de se angustiar.
Pensativo e cabisbaixo decidiu silenciar e se afastar, pois sabia que a decisão, mais por educação que por qualquer outro justo motivo, seria a de continuar a amizade irreal que já existia, apesar de sentir que a mesma vontade de se envolver, era presente nela. Mas como uma relação não se faz só de bem-querer, tem que haver outros fatores como base sólida e isso, não fora visto, ela optou por permanecer como estavam. Decisão que não será contestada, pois a consciência dele já lhe alertara, restando apenas acatá-la e seguir tentando sufocar o que já tinha planejado para ambos.
Criado em: 15/07/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
22/08/2008 23:35
A trama fatal de uma deusa
Pelas palavras escritas com tamanha certeza do que desejava, pensei que teria a honra de receber o néctar dos deuses. Mas quando as palavras se fizeram ação, recebi o néctar amargo do sofrimento ─ a cicuta. A bebida seguiu me envenenando em forma de uma aflição sem fim e, por isso, quase morri.
Passado o efeito inicial, tentei me curar, provando de outras bebidas, verdadeiros vinhos baratos, pois em nada contribuíam para sanar esse mal que me consumia.
Como pude me enganar com tão simples ardil! Coisa que qualquer bom caçador, sabe reconhecer, pois faz parte do seu vasto arsenal de artimanhas. Talvez tenha me deixado levar pela atmosfera mítica das palavras daquele ser, pois até pensara se tratar de uma deusa, a Afrodite, tamanha era a veracidade do sentimento que emanava de tudo que me fora revelado naquelas conversas eventuais.
O tempo passou e vi, tardiamente, que tudo não passara de uma trama cruel e fatal! Pois aquele ser que me fizera baixar a guarda e me entregar, usou de artifícios mitológicos para tanto. Ao se apresentar, vestiu-se de Afrodite; para me prender, vestiu-se de Diana e, por fim, para me condenar ao sofrimento eterno, mostrou a sua verdadeira face, que bem parecia com uma outra dessas lindas deusas, só que não era em sua beleza, mas sim, em suas ações. Assim, assemelhou-se à deusa Pandora, abrindo a sua caixa infernal, libertando e enviando para mim, todos os males existentes em seu interior, em forma de um hipócrita e sutil desprezo.
Criado em: 01/08/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
11/07/2008 00:44
Apenas saudade
Cadê você? Quero só lhe vê! Rever aquele seu jeito rebelde, que tanto fazia questão de me mostrar. Aquela impaciência típica de uma garota pré-adolescente e que vinha sempre acompanhada por um receio indisfarçável. Sem esquecer do quanto era temperamental, coisa que só contribuiu para que não nos entendêssemos de uma forma tão sociável.
Não queria me expor, mas confesso que tudo isso se traduz numa imensa saudade que tenho de você e desses detalhes tão peculiares, que tanto colaboraram para que me empolgasse e ousasse pensar que poderíamos ser mais que meros conhecidos.
Longos anos já se passaram e hoje, não sei de mais nada de você! Reafirmo que é só saudade, não vá pensar que é uma tentativa desesperada de recuperar o que não fomos. Afinal, no máximo, só ensaiamos alguma coisa, uma única vez. Mas sem nunca chegarmos a um final, seja ele feliz ou triste.
Criado em: 05/04/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
04/07/2008 00:30
O porquê da angústia
Quando me proporam a subir a escada da sedução até chegar ao envolvimento, disseram apenas para não ter medo de uma eventual queda, pois me dariam a segurança de uma companhia constante. Nada retruquei, apenas no inicio, um leve e ainda inexplicável receio, me fez hesitar. Mas ao longo da escalada, isso se transformou numa sutil angústia, motivada por algo ainda não sabido.
O tempo passou lépido, a subida fora executada sem atropelos e o envolvimento logo fora alcançado. Mas aquela leve angústia persistia, sem que ainda identificasse o seu porquê.
Hoje, depois de alguns encontros, de trocas de palavras, de ações ternas e de uma distância transponível, mas inquietante. Descobri da maneira mais desagradável possível, a causa da angústia, era o medo, não o de cair, mas o de subir cheio de desejo e depois, ser abandonado lá em cima, repleto de fantasias não realizadas. Infelizmente, isso foi o que findou por acontecer e, agora, me restou apenas, lamentar e seguir adiante.
Criado em: 30/05/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
22/06/2008 21:21
Reaprendendo a se apaixonar
Tenho que voltar aos tempos idos de namoro, como se voltasse aos tempos de criança! Afinal, quando enamorados, ficamos, muitas vezes, ingênuos, bobos mesmo. Acreditamos em todas as juras e falsas promessas, feitas em momentos de rompantes, movidos meramente pelo tesão e/ou desejos avassaladores, mas sem presença verdadeira de sentimento.
Esqueci de como é conviver a dois, de como é prazeroso descobrir ou redescobrir as coisas que agradam a ambos e de como faz bem a troca diária de gestos repletos de bem-querer.
Quero reaprender a desejar imensamente alguém, mas não esse tipo de desejo que logo vem à mente, quando estamos sexualmente sedentos. Falo da vontade de estar com alguém de uma forma ampla, onde a cumplicidade, a afinidade, o companheirismo, enfim, tudo o que é natural numa relação verdadeira, coexistam.
Quero sentir de novo, aquela sensação inexplicável de poder se interessar intensamente por alguém e ao mesmo tempo, não ter a devida coragem de abordá-lo e se declarar.
Quero também, quando desejar o ser oposto, voltar a sentir aquele turbilhão de sensações (o rosto corar, o coração acelerar e as mãos suarem), tudo isso, só ao ouvir de leve, o nome daquela que fez despertar a paixão. Não esquecendo de mencionar nesse redemoinho, aquele friozinho na barriga e o tremer das pernas, só por pensar em estar na iminência de vê-la. É por tudo isso, que quero reaprender e vivenciar de novo, a arte de se apaixonar, com essas citadas e todas as outras nuances existentes. Pois a paixão faz com que nossas vidas, jamais sejam monótonas.
Criado em: 29/10/2007 a 22/05/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
14/06/2008 22:47
Fragmentos de uma paixonite
18/02/2008
Um semblante, um olhar, um feitiço! Desde então, com doses homeopáticas em formas de pequenos torpedos, foi impregnando todo o meu ser de devaneios. Ora românticos, ora indecentes.
A partir daquela tarde, a minha imaginação é só para ela! Toda vez que faço tal afirmação, logo em seguida, me pede detalhes precisos. Isso me faz ruborizar e aflora uma timidez, impedindo que relate com desinibição, os tais pormenores. Sei que tal curiosidade é pura traquinagem de menina travessa e sedutora, a fim apenas de me cativar ainda mais, pois já conhece esse meu jeito.
[***]
11/04/2008
Nessa imensa floresta virtual e encantada, não é difícil encontrar seres míticos em forma dos mais variados tipos de pessoas. Como também não é raro, sermos enfeitiçados pelos mesmos. Caso a experiência fora boa, nos restará uma lembrança, ainda que frágil. Mas se fora algo tenebroso, a chaga do arrependimento permanecerá aberta e a sangrar por um determinado tempo que nos parecerá eterno, em nossa consciência.
Caçador pela necessidade do momento, adentra nesse ambiente, com sentidos e instinto aguçados. Logo sente um cheiro familiar, são odores de gotículas de feromônio deixadas propositalmente para trás e que logo chegam ao cérebro mudando o desfecho inicial da caçada. Despertando com isso, um interesse inerente à espécie e há muito adormecido no predador.
Agora, impetuosidade, força e agilidade, não farão tanta diferença. Pois para se conseguir o novo propósito, serão necessários, astúcia, certos ardis e muita segurança nas ações, já que, ao menor deslize, as funções podem se inverte e assim, quem era caçador, vira caça.
[***]
16/04/2008
Hoje comecei a sentir saudades do que não fomos, pois tudo ficara só no plano da imaginação. Tal sensação fora motivada pela minha inesperada ausência do plano virtual ─ nosso elo de aproximação e ligação, isso nos tornou ainda mais distantes, a ponto de me fazer pensar no fim do que tínhamos começado a planejar.
Como conquistar confiança, sem que haja uma assiduidade no dialogar? Torna-se quase impossível, quando o único vínculo é extinguido.
Até o presente momento, só o que havia em meu ser, era uma angústia de perdê-la, não para outro, mas para sempre. Tudo contribuía para essa péssima sensação, pois até a semana transcorria lenta, como a anunciar um desfecho ruim.
Meu outrora impassível e inabalável coração, agora, fora abalado por um pequeno grande furacão de desejos. Vindo de longe, fazendo balançar sólidas estruturas em inúmeros e intermináveis devaneios.
[***]
Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
22/01/2008 11:40
Aprendendo a lição
Hoje, recolhendo as peças que foram lançadas pela decepção, ao chão do quarto dos desejos, tentarei juntá-las e assim, encontrar a explicação que não surgiu naquele momento, que hoje, já é passado. Sei que não alterará tudo o que já sucedera ao ocorrido, mas talvez sirva para justificar a minha total falta de experiência na ocasião.
Logo após adentrarmos naquele que seria o recanto da concretização dos nossos já fantasiados desejos, não percebi o quanto acelerada estavas em relação ao que iríamos fazer. Enquanto executava os gestos iniciais, já estavas bem adiante e com tuas impetuosas incitações, fizeste com que entrasse nesse frenético ritmo e sem notar, permiti que começássemos pelas carícias que antecedem o fim. Ironia ou não, realmente, aquela ação, fora o encerramento do que mal tínhamos começado.
Aparentando uma compreensão incômoda, tanto que, por vezes, quis argumentar em relação ao fato, insistias em findar o assunto ali mesmo. Esse teu entendimento instantâneo, contrastava absurdamente com a frustração que se via em teu semblante, fazendo com que a minha descrença em tuas palavras, crescesse ainda mais.
A minha cisma fora confirmada, nos dias que sucederam o ocorrido. Pois o teu comportamento outrora receptivo e cativante, fora trocado por outro, já que eliminaste qualquer hipótese de continuidade aos nossos diálogos e me excluíste de vez do teu círculo existencial.
Ultimamente, tenho praticado um verdadeiro exercício de humildade, pois nem sempre é fácil para o ser humano, reconhecer erros. Mas hoje, assumo que fora ingênuo e inexperiente, pois não consegui enxergar que naquela pessoa, havia um ser dissimulado, indiferente e frio. Assumo também, que me deixei levar por suas insinuações perniciosas, a ponto de, também, retribuí-las. Por fim, assumo que acreditei em palavras que passavam a idéia de fidelidade e respeito em relação aquele nosso momento, quando na verdade, nada disso existira.
Desde já, não vou ficar a me autoflagelar, esperando uma improvável compaixão de quem não se compadece nem de si mesmo. Seguirei caminho distinto, aprendendo mais essa lição, a de não mais me deixar surpreender por seres que usam de meias-verdades para conseguir seus objetivos.
Criado em: 16/01/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
09/01/2008 00:43
Uma outra chance
Toda vez que via aquela imagem a me seduzir e me instigar, o libido aumentava e consumia o meu ser. Era tanta expectativa em vê mais e mais, que perdia horas preciosas de sono e, nem percebia que corria o risco de virar obsessão, tamanha era a vontade de estar direto a observá-la.
A desinibição daquele ser era tanta, que me fazia fantasiar cenas de uma provável realidade. Esta, sem conhecimento prévio, logo seria concretizada.
Em curto espaço de tempo, o que já era sentido e trocado virtualmente, fora acertado para ser convertido na mais pura e prazerosa realidade. Depois de decidido e realizado o encontro, tudo fora fluindo bem. Estando a sós, os desejos foram tomando formas, cheiros, força e sons. Foram palavras, gestos, afagos, beijos, abraços, suspiros e lambidas.
No ápice do vivenciar dos desejos, carícias orais foram feitas e o gozo no outro, logo chegara. Mas não se sabe como ou o porquê, aquele fogo que desde o início de tudo, ardia, se esvaiu, deixando ambos sem graça. A ponto de um indesejável desânimo, preencher o ambiente e os seres, ali presentes. Logo em seguida ao desencanto, cada um seguiu seu caminho, um com uma indisfarçável frustração e o outro, com a esperança de ainda ter um novo encontro, só para compensar o que não fora tão agradável.
Criado em: 08/01/2008 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
18/11/2007 18:45
Procuro um amor
Procuro um amor, mas não precisa ser, rotineiramente, verdadeiro. Basta que seja, apenas, algumas vezes;
Procuro um amor, não necessita ser um amor perfeito, mas que seja, pelo menos, uma boa companhia;
Procuro um amor, não para que seja eterno. Mas que seja, enquanto durar. Já dizia o poetinha;
Procuro um amor, não para ser meu. Mas que, pelo menos, dê de volta, tudo aquilo que de bom, receber;
Procuro um amor, não para me acorrentar. Mas que, às vezes, me mostre os limites necessários para mantê-lo;
Procuro um amor, não precisa, necessariamente, estar sempre presente. Mas que, pelo menos, compareça nas horas em que a solidão e a carência, me afligirem. Pois nessa hora, é sempre bom, ter uma agradável companhia;
Procuro um amor, que não necessite escrever em todas as páginas que encontrar, que me ama. Mas que, pelo menos, quando a saudade apertar, me mande cartas cheias de ternura;
Procuro um amor, não para aprisioná-lo. Pois amor assim acaba se esquecendo da gente, só para pensar na liberdade. Com isso, acaba praticando fugas traições imperdoáveis.
Enfim, procuro um amor que seja nosso; que nos dê liberdade; que nos seja sempre recíproco; que nos seja companheiro e que nos faça crescer enquanto ser humano.
Criado em: 01/09/2000 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
27/10/2007 23:50
A rua das damas de caridade
Numa rua onde as moças ficam sempre nas portas e nas janelas de seus lares virtuais, a instigar a parte mais profana de imprevisíveis passantes. A decência passa com uma hipócrita vergonha, pois no seu intimo, sente seus desejos provocados, afinal, ela também os tem e, por isso, se sentir igualmente tentada, é algo inevitável.
Nessa rua, a devassidão se deita e se deleita em leitos semelhantes ─ verdadeiras propriedades privadas, também de sentimentos. Senhores do pedaço, os cafetões, as cafetinas e afins, estão sempre a fim de lucrarem o vil metal, a todo custo alheio e até à força, se necessário.
Rua onde o descuido pode gerar problemas econômicos, sociais e físicos. Mas apesar de tantos riscos, não faltam quem recorra a ela para saciar diversos e distintos desejos acumulados e já à flor da pele.
São moças na idade, mas bem maduras nessa atividade. Fazem diuturnamente, seus auto-sacrifícios, sempre em favor do desfrute alheio. Nessa rua, existem inúmeras delas, todas bem distintas, mas tendo o mesmo propósito, que é o de fazer a caridade àqueles que as procuram.
Criado em: 02/10/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
13/10/2007 21:03
Do silêncio
É no silenciar das coisas, das palavras e dos fenômenos naturais, que o pensamento voa longe, na vã tentativa de alcançar aqueles que se foram e nos deixaram lembranças que alimentam a saudade que deles sentimos. Tudo isso acontece, motivado por uma ausência ferina desses mesmos no nosso cotidiano e que vive a nos consumir nas ocasiões em que a depressão nos invade.
No retorno dessa viagem insólita, traz consigo, sensações confusas, sintomas da decepção sentida. Já que não chegara ao objetivo desejado nessa jornada, que bem poderia ser comparada à ida até o fim do horizonte.
O silêncio segue intermitente nessa vida amarga afora, sem que se consiga encontrar uma justificativa para o mesmo. Coisa que oprime o ser vivente, fazendo-o se angustiar constantemente.
Noutra vez, após essa frustrada viagem exterior, na tentativa vã de alcançar aqueles que já se foram. O silêncio volta a nos proporcionar uma outra viagem, só que agora, rumo ao nosso interior, lá de onde tudo parte. Nela, remoemos o passado com o intuito de entendermos o presente, para que assim, possamos preparar corretamente, um projeto de um futuro agradável e real para nossas vidas.
É no nosso interior que sobram recordações, muitas delas, nem sempre, nos trazem sensações aprazíveis. Mas até estas, têm seu valor, já que nos fazem lembrar de que não podemos repetir os mesmos erros, sob pena de permanecermos nessa semelhante situação em que estamos.
Seria o desabafo um meio salutar para se pôr fim a esse sofrer? Se assim for, que clamemos pela volta das palavras para que formemos frases inteiras, capazes de quebrar esse constante silêncio que tanto nos oprime, em certos momentos de nossas vidas.
Criado em: 22/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
07/10/2007 21:02
Dúvidas pós-prazer fácil
O tesão é como a esperança, não morre nunca, se renovando em cada novo ser! Assim vamos, de uma forma avassaladora, nos relacionando com várias pessoas, onde apenas conhecemos as caras, já que nunca chegaremos a conhecer seus corações. Pois sempre depois do ato, só lembramos de despachar o outro e nada mais.
É algo tão instintivo, a forma como fazemos os contatos, que palavras só são trocadas para ajustar o que logo será feito. Em seguida, são novamente proferidas, com o único propósito de nos despedirmos.
Renovam-se os seres e novas experiências são vividas, mas a sensação pós-satisfação, ainda continua sendo a de um grande e desconfortável vazio. É como se obtivéssemos o ônus, logo em seguida ao recebimento e usufruto do bônus, só que, sem aquele intervalo natural para saborear o prazer da conquista.
Cessará um dia, tamanha angústia? Teremos que, porventura, darmos um tempo no curso natural dos nossos desejos? Ou devemos seguir nos satisfazendo, até que o tal entendimento, nos chegue? São dúvidas que sempre nos assolarão, tão logo, esses fáceis prazeres, nos causem satisfação.
Criado em: 21/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
30/09/2007 22:07
Vencer a si mesmo
Eis que sem lutar nenhuma grande batalha, cai, agonizando, o guerreiro. Corpo dorido, lágrimas no rosto sofrido e com murmúrios indecifráveis nos lábios trêmulos; é assim, pouco a pouco, que vai sendo minada a essência de sua pífia existência.
Após findar esse tempo presente e a sua plebéia vida, nada restará a ser dito. Apenas comentários incertos, distintos e, em grande parte, maldosos, serão ouvidos por aqueles que o cercavam. Ao ouvi-los, todos os demais, logo de cara, o julgarão e o condenarão. Jogando-o numa sarjeta, de onde sempre escapava, devido a meros detalhes de sua simplória realidade.
A sua ausência não será sentida, pois para a maioria, ele nada representava. Lembranças suas só existirão, fortuitamente, na cabeça de algumas raríssimas pessoas. Sendo todas, ao passar de curto espaço de tempo, inevitavelmente, levadas ao ostracismo.
Enquanto o tempo entre a sua agonia e a sua morte, não se consome. Ainda lhe resta esse meio-termo para lutar o tão desejado grande conflito, que bem poderá ser o primeiro e último. Mas não será um combate comum, onde soldado e oponente, são pessoas distintas. Nesse embate, a vitória do guerreiro, só será conseguida, derrotando a si mesmo. Pois apenas desse desfecho, dependerá a sua sobrevivência.
Criado em: 10/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
21/09/2007 23:55
Força interior
Nesse instante, lágrimas rolam na face de alguém que sofre. Mais uma vida vazia, devido a uma existência sem sentido.
Para ele, as horas passam como a areia de uma ampulheta, apenas para cumprir a formalidade de marcar o tempo, nada mais. Tempo de aflição e de esperança perdida, onde cada girar dos ponteiros, certifica mais uma dor sentida.
Esse alguém, chaga aberta no peito, agoniza solitário num recanto qualquer desse país. Não há sistema de saúde no mundo que o faça voltar a ser são, pois quem convalesce não é o seu corpo, mas seu espírito.
Por pensar que já é um caso perdido, ninguém o auxiliará. Caberá apenas a si próprio, crer numa cura e se esforçar para tanto. Tendo como mola impulsionadora, apenas a sua força interior. Mas estando ciente de que esta precisa ser renovada o mais rápido possível, para que o tal milagre da fênix aconteça.
Criado em: 07/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
14/09/2007 17:50
A solução
Que mundo estranho de gente esquisita, onde o aglomerar de pessoas, não significa concretamente que elas não estejam sozinhas.
Numa casa, duas almas coabitam, mas continuam a se sentir solitárias. Cada uma com seus conflitos interiores e, apesar dos diálogos, escassos, é bem verdade, nunca os revelam uma a outra. Guardam para si, como se fora uma forma de autocondenação.
Solidões que juntas, nunca se completam a ponto de se findarem. Pelo contrário, só vivem a se irritar uma com a outra, até aumentar e causar uma angústia profunda naqueles que são seus possuidores.
Dois templos vazios, devido a sentimentos, sonhos e esperanças frustradas. Habitáculos grandiosos, agora propícios à estadia perene da amargura.
O tempo, nesse caso, mesmo passando lépido, não ajuda a cicatrizar e, muito menos, a amenizar tal fase sofrida. Apenas faz aumentar a sensação de que esse sofrer, seja eterno.
Sem deixar rastros (rancores), pois não existem motivos para a existência dos mesmos, já que sempre foram feitos esforços para um bom entendimento. Talvez esteja a solução desse impasse existencial, numa eventual partida de cada uma delas, rumo àquilo que há muito os seus corações ansiavam, mas que nunca tiveram força ou motivação para ir buscar. Deixando para trás, todas as aflições sofridas, tendo o intuito de recuperar o tempo que tanto perderam.
Criado em: 07/09/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
04/09/2007 21:03
O valor do meu amor por você
Pensei em escrever algumas palavras sobre a sua pessoa, mas em minha mente, nada surgia. Havia uma vontade imensa de falar do seu beijo; do seu abraço aconchegante; da sua voz meiga; do seu atraente perfume e, por fim, do seu cativante olhar. Mas apesar de tudo isso me consumir, frases teimavam em não querer brotar.
Minutos se passaram velozes e, rapidamente, se fez horas. Ao ver a folha ainda em branco, uma angústia invadiu meu ser e lágrimas brotaram no meu tristonho semblante. Refeito, olhei e vi a folha agora manchada. Uma alegria inesperada me invadiu, motivada pela certeza de que o meu amor por você, vale mais do que todas as palavras que eu, em vão, tentara colocar no papel. Ele vale lágrimas de adoração.
Criado em: 24/03/1995 Autor: Flavyann Dee Flaff
*Originalmente postado em 2003.
enviada por O Anjo Malvado !
10/08/2007 22:29
Parábola do julgamento final
Um professor inicia a explicação dos dez tópicos mais importantes de uma matéria, para vários e distintos alunos, ao término, passa um teste composto de duas questões. Sendo que, das duas, apenas uma, deverá ser respondida e, logo em seguida, sai da sala, largando os alunos a sós. Deixando, implicitamente, para todos, que a singularidade é o que prevalecerá nessa avaliação, portanto, não terão a devida importância, as respostas iguais sinal de falta de comprometimento com o que fora exposto.
Glossário:
O professor: O Mestre;
Os dez tópicos mais importantes: a tábua da redenção (Os dez Mandamentos);
Os alunos: a humanidade;
A matéria: o caminho pra salvação;
O teste: a própria vida;
A escolha entre as duas questões: o livre arbítrio;
As duas questões: o bem e o mal;
O sair da sala pelo professor: a confiança do Mestre em seus pupilos;
O prevalecer da singularidade: o julgamento individualizado das ações pelo Mestre.
Criado em: 06/08/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
06/07/2007 20:07
Percepção tardia
Sem saber que o amor que tanto aguardara, de repente, viria assim, em forma de uma paixão adolescente. Fora o tratando despretensiosamente, como algo passageiro e pueril. Assim, pouco ousava, doando-se apenas o suficiente para manter aquela companhia por perto. Mal se dando conta que, com essa sua atitude, estaria a causar uma grande transformação naquilo que tanto esperara, ação que deixaria uma profunda marca em sua vida.
Com a mesma inesperada rapidez com que a companheira se encantara, se desencantando fora. Quando ele percebera que não era só uma paixão adolescente, o que estava a vivenciar, mas sim, o amor que tanto sonhara, já se fazia tarde. Pois só o que havia agora, era a existência de uma crescente indiferença para com o seu ser.
Uma seqüência de momentos ruins se sucedera, mas ainda resistiria nele, uma insegura e efêmera esperança. O suficiente para faze-lo cometer um ato que, outrora, seria impensável para o mesmo. Porém, diante do que já começara a sentir, não veria outra solução. De nada adiantara! Primeiramente, só obteve o silêncio como resposta, para em seguida, por uma preposta boca, ouvir a tão indesejada rejeição. Logo seu peito doeu e seu coração sangrou, como um marlin azul, o sangue que corria, faria todo o seu ser ficar amargo.
O tempo passara, mas a cada vez que via aquele ser pré-adolescente, a ferida voltava a sangrar. A cura só seria alcançada alguns anos mais tarde, porém, a lembrança de alguns raros e bons momentos, ainda permaneceria viva, como a querer dizer que tudo poderia ter sido diferente.
Criado em: 17/06/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
25/06/2007 00:02
Do grande guerreiro
Uma vida sem lutas estraga qualquer jovem guerreiro, pois é sempre no fervor dos combates que se forjam e se aprimoram as habilidades de um combatente, que deve estar continuamente pronto para um possível conflito. Uma tranqüilidade perene só é bem-vinda, quando já se foram vencidas todas as batalhas, aí então, é chegada a hora do descanso merecido do soldado.
Quando as lutas não são algo presente na vivência do guerreiro, as suas habilidades não são testadas e assim, logo surgem pensamentos nocivos a sua constante concentração. São tantos e tão repetitivos, que chegam a fazê-lo fraquejar, deixando-o inseguro perante a qualquer insignificante situação do seu cotidiano. Nesse instante, ele percebe que começara um combate sem motivo aparente, apenas levado por sua inexperiência, fruto da inexistência de conflitos em sua vida.
Nesse campo virtual de batalha, o guerreiro percebe que está sozinho, pois essa é uma luta particular contra um inimigo bem pessoal. Já que o medo, com suas inúmeras variações, o invadiu com sua própria permissão. Adversário ardiloso que se infiltra sorrateiramente nas fortificações inimigas e com suas táticas terroristas, vai minando paulatinamente as forças do inexperiente oponente. O guerreiro para vencer tal combate, tem que está verdadeiramente convicto de suas habilidades, mesmo que ainda não as tenha posto em prova, pois basta um mínimo de hesitação e o medo o consumirá.
Para o grande guerreiro, em sua mente, todo combate já fora vencido, antes mesmo de acontecer. Pois essa é a filosofia de um magnífico vencedor.
Criado em: 18/06/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
09/06/2007 16:02
Des(esperado)inspirado
Meu estado é grave, ou melhor, é gravíssimo! Acometido por uma fase complicada, motivada por fatores diversos e alheios, mas que podem causar conseqüências devastadoras num ser sensível aos acontecimentos que tocam a alma.
Ando sem ânimo, irritado e descrente de uma virada que altere essa fase. Pois percebo que os acontecimentos conspiram contra mim, já que andam se resumindo a mera rotina diária, que não é lá grande coisa, posto que é imensamente insípida ¾ sem graça mesmo. Será que terei que chegar a ponto de forçar uma situação para que a inspiração volte a me invadir? Será que terei que realizar a grandiosa mágica ilusionista de fazer desse meu mundinho de acontecimentos irrelevantes, num coquetel Molotov para incendiar definitivamente a inspiração em mim? Diante de tais questionamentos, tenho a confirmação de que, realmente, estou desesperado, ou melhor, desinspirado ao extremo.
Toda essa situação desinspiradora me angustia! Tento em vão, escrever textos concisos, como sempre os fiz, mas nem consigo criá-los e quando os faço, não os concluo e, assim, inacabados. Tornam-se fragmentos ¾ retratos fiéis da imensa aflição que me perturba, já que estou impossibilitado de executar a magia de expor em palavras, a tradução quase fiel daquilo que sinto, quando interagem comigo, todos os acontecimentos pessoais e os alheios, bem como, tudo o que faz parte da nossa convivência terrena e espiritual. Mas não serei como os pessimistas, já que estes são amargos demais e nem tão pouco, serei como os otimistas, pois estes são demasiados ingênuos. Serei então, como um realista convicto, pois este é conhecedor ciente dos obstáculos necessários para se conseguir uma mudança. Sendo assim, tenho total consciência de que as dificuldades existem, mas conseguirei superá-las, fazendo dessa imensa e quase infindável fase, que é a falta de inspiração, num pequeno epílogo de um período efêmero de minha existência.
Criado em: 03/06/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
06/04/2007 16:22
Do julgamento humano
Eis que alguém do nada começa a acusar um outro de eterno pecador, logo uma multidão se forma em volta de ambos. O provocador, empolgado com tamanha platéia, coloca novos pontos no conto das acusações que profere, enquanto que o outro, em vão, pois a urbe já demonstra ter feito a sua escolha, tenta expor suas explicações e justificativas.
No fervor do insípido diálogo, já que apenas um é senhor dos fatos, alguém sugere o apedrejamento público, pois assim, manda a lei. Regra esta, que não serve para punir os donos de posses e que usufruem entre os poderosos, de imenso prestígio, pois estamos numa nova sociedade. Mas como outrora, surge um defensor a bradar em alto e bom som: quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra. Como, apesar de estarmos vivendo em novos tempos, a humanidade ainda não quis aprender com essa e tantas outras nobres lições nos dada por um Alguém, o desfecho se fez diferente daquele século.
O silêncio fora o mesmo, mas eis que um passante, atira a primária pedra e o que se vê em seguida, é o retrato fiel do quanto a humanidade banalizou a relação com seu próximo, ocasionando, com isso, a derrota de si mesmo. Os demais, alguns por impulso ou condicionamento; outros por não terem a capacidade de formarem opinião própria ou até mesmo, por maldade, deram a continuidade fatal ao gesto naturalmente automático daqueles que pensam que podem julgar e condenar seu semelhante, sem que tal ato, lhes traga conseqüências futuras. Consumada a execração, recolhe-se o corpo desfigurado para dar aos vermes. O tempo passará e outros atos absurdos, farão desse, mais uma estória para contar.
Criado em: 06/04/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
23/03/2007 17:53
De um amor perdido
Involuntariamente, escolhera o caminho dos desejos fugidios, pois assim que se sentia saciado, o outro nada mais lhe acrescentava. Por muito tempo permanecera assim, com os olhos vendados, já que nada percebia, além do que o seu corpo sentia e lhe mostrava.
Durante todo esse tempo, numa única vez, sentira algo diferente do habitual, uma coisa que não sabia como explicar e nem como lhe dar, já que nunca vivenciara tal situação. Preferiu pensar que era uma cisma passageira, não permitindo que a curiosidade e a empolgação, lhes invadisse.
O tempo passara lépido e uma certa vez, estando sozinho e a pensar, uma lembrança lhe veio perturbar. Era aquela mesma sensação que outrora lhe incomodara, só que agora, viera acompanhada pela imagem de alguém. Tinha uma vaga lembrança do mesmo, mas a mente insistia em mostrar tal ser, como a querer resgatar uma página de sua vida, que se perdera lá atrás. Paulatinamente, como numa seqüência, fragmentos de fatos passados, vieram à tona, montando um contexto que não lhe era, realmente, tão desconhecido.
Durante todo o tempo em que estivera cego pela venda dos desejos fugidios, não percebera que alguém lhe observara com os olhos do amor. Alguém belo, não só de uma aparência fugaz, transitória, mas também, em palavras, gestos e ações. Como este ser nunca tivera um ínfimo sinal de reciprocidade, se manteve sempre à espera do mesmo, até que, percebera que nunca o teria. Então, já desesperançado e desiludido, partiu, para não mais sofrer por esse amor mal correspondido.
Como toda essa lembrança viera, de repente, também se fora. Então, ele se dera conta que perdera a chance de desfrutar mutuamente de um sentimento que, por ser especial, era único. Lágrimas jorraram em sua face abaixo, esvaziando o coração de uma dor que o preenchera, assim que percebeu a grandeza e o valor do amor que perdera.
Criado em: 21/03/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
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15/03/2007 21:02
Uma nova chance a última batalha
Hoje um guerreiro quase espartano, se despiu de sua armadura e levando as mãos à cabeça, retirou o elmo e caiu em copioso pranto (como uma carpideira em pleno ofício). Ele não era um dos 300, pois se assim o fosse, já há muito, teria perecido. Mas é um dentre os outros milhões de soldados, que vivem a se lamentar da má sorte que o destino lhes confiara. Já que durante os inúmeros combates enfrentados, a derrota sempre fora iminente.
A dor de seguidos fracassos em campanha lhe dilacera mais que quaisquer lâminas inimigas, pois lhe fere a alma e cicatrizes internas, num combatente ativo, quase não saram de verdade, ficam a incomodar por todo sempre.
Esse guerreiro, homem já feito, chora, não por todas as derrotas sofridas, mas por uma em particular. Aquela que mudaria a sua vida, levando-o a um rumo seguro. Esta sim é a derrota mais humilhante e que, até hoje, faz seu peito sangrar, toda vez, que a lembrança da mesma, lhe chega à mente.
Ele é um eterno ferido de guerra, coisa que não o faz ficar fora de combate. Mas sendo já, um quase veterano cão-de-guerra, adquiriu, contra a sua vontade, alguns traumas. Esses, muitas vezes, o faz inseguro diante de novos combates, onde a menor hesitação, faz uma grande diferença entre a vitória e a derrota. Mas quem sabe, antes mesmo da sua derradeira hora nesse mundo, ele tenha uma nova chance de mudar a sua vida, em forma daquilo que o mesmo mais conhece, de uma última batalha. Só que agora, ele sendo mais capaz, já que outrora, não fora. Sairá vencedor e enfim, obterá o descanso e a cura merecida para aquele mal que tanto o consome até hoje, que é o de não ter vencido a grande guerra de sua vida.
Criado em: 13/03/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
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08/03/2007 21:01
Fantasia de carnaval
Jamais pensara que, certo conjunto de acontecimentos inesperados, o qual denominamos, desde quando pensávamos em querer entendê-lo, de destino. Pudesse também, reger o que não existe ou o que não passa de um mero croqui da realidade cotidiana.
Eu mesmo não teria pensado em data mais propícia que esta, para que o enredo fluísse tão harmoniosamente com o momento presente. Mas o tal destino, quis reviver antigas estórias momescas, onde personagens se apaixonavam por outros em festas coloridas e alegres.
Nesse atual período de festa pagã, folião que não sou, permaneci em meu retiro doméstico. Por reflexo, como a querer passar o tempo ocioso, adentrei no mundo irreal da Internet, onde, inconscientemente, nos fantasiamos com codinomes diversos e distintos. Então, nada mais oportuno, que estar a caráter e, lá fui de Arlequim do amor, visitando os salões virtuais (chats) onde outras tantas pessoas com suas fantasias (codinomes) estavam.
Findei por conhecer alguém que se escondia sob a fantasia de Flor de Liz e embalados pelas marchinhas alegres da curiosidade e do desejo, dançamos. Também empolgados pelas melodias do instante, fomos falando sobre inspirações perdidas e sentimentos guardados. Com o insinuar da chegada da madrugada, nos despedimos, sem fazermos promessa de novo encontro.
Já era o penúltimo dia de momo, quando, novamente, entrei nos salões virtuais, mas para não tirar o encanto do fantasiar, troquei de alegoria e usei a de Caçador de Corações. Já inserido no ambiente, alguém se aproxima e puxa conversa, não me fiz de rogado e respondi com a devida atenção. Ela tinha a fantasia de Lua de Primavera, a conversa estava tão agradável que a achei muito familiar, a ponto do pensamento associá-la a alguém que conversara na primeira noite de carnaval. Mas como eu estava de nova fantasia e assim, logo de cara, ela não me reconheceria, comecei a insinuar um assunto em comum com ambas às pessoas e dessa forma, acabamos nos reconhecendo. Então, falamos da coincidência, de alguns assuntos que mais pareciam acontecimentos cósmicos e na balada da casualidade, celebramos o que pensávamos ser a vitória do destino. E embriagados pelo néctar das insinuações e das promessas, fomos nos despedindo.
Como todos sabem, o período momesco se finda sempre em cinzas. E como a fênix é só um mito, nada renascerá desse pó, como mais à frente, isso veio a se confirmar. Pois tudo não passara de uma fantasia de diversos tons e formatos, onde ambos, levados pelo ambiente e pelos aperitivos dos sentimentos, se permitiram falar e insinuar coisas inconsistentes, já que as respectivas conseqüências, nunca foram pesadas e medidas.
Criado em: 19/02/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
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28/02/2007 20:46
Ladainha
Chuva que cai.
Lágrima do sofrer que cai.
Chuva cai na terra.
Lágrima do sofrer cai no corpo.
Chuva que cai.
Lágrima do sofrer que cai.
Chuva que cai na terra, fecunda.
Lágrima do sofrer que cai no corpo, encharca.
Chuva fecunda a esperança de vida da semente.
Lágrima do sofrer encharca, apodrecendo a esperança de conforto da alma.
Chuva que cai.
Lágrima do sofrer que cai.
Chuva que cessa, vida renascida, ciclo que segue, certeza de fartura sempre presente.
Lágrima do sofrer que cessa, incertezas perenes na vida, ciclo que segue, inconstância de tempo bom sempre presente.
Criado em: 28/02/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
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09/02/2007 21:07
Resgate da inspiração
Essa imobilidade intermitente da pena do poeta, dá pena. Pois é o calar do som maior a voz interior, é ela que brada com expressividade, a angústia sentida e, muitas vezes, guardada; o amor almejado ou desprezado; a saudade pujante, enfim, as coisas do jeito que o coração e a consciência vêem.
Esse parar, eterno enquanto dure, parece antecipar a morte da inspiração, que há muito, já anda moribunda. Em alguns lampejos de sobrevida, umas poucas palavras surgiam, dando a falsa impressão que, como a fênix, imortal que é, ressurgiria mais viva do que nunca estivera.
Nesse penoso embate entre a vida e a morte, ninguém a socorrê-lo. Até a musa, companheira fiel (já não sei se é mais), o abandonara. Outros recursos também cessaram, pois acontecimentos amorosos, políticos e do cotidiano, não mais ocorreram durante esse crucial momento. Fazendo-o, mesmo que a contragosto, ceder aos pensamentos de desesperança por parecer não haver mais saída. O poeta então, baixa a cabeça, quando o peso do desânimo parece esmagá-lo, eis que, como um bicho faminto que sem trégua, luta por sua sobrevivência. Faz de todo esse contexto, uma fonte de vida para a inspiração e ela, agradecida, o faz escrever mais essas novas linhas como a celebrar esse presente resgate.
Criado em: 07/02/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
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04/02/2007 22:56

Eis que observo a vida com olhos de caçador.
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09/01/2007 16:45
Novo rumo
Fiquei magoado contigo, pois me largou sem porquê, deixando-me à deriva. Como entender uma decisão baseada em nada, tomada de súbito. É como flecha ninja que atinge o peito em cheio, vinda de não sei onde, cumprindo apenas, o seu objetivo mortal.
Por um bom tempo, a minha vida foi remoer tal atitude, mero desespero de quem não soube aceitar o acontecido. Coisa que superei não sei como, mas como aqui se vê, deixou cicatriz.
Onde estais? Como estais? Será que devo saber? Melhor me bastar em saber que ainda és ser vivente, se ferindo ou se amando outros corações, isso pouco importa. Pois já sigo caminho distinto e bem seguro de tuas garras.
Criado em: 09/01/2007 Autor: Flavyann Dee Flaff
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27/12/2006 02:20
Libertação
Sempre lutei e relutei em tirar do pensamento a tua figura, pois ainda resistia em mim, um pouco da esperança em consumar aquele beijo que ficou por ser dado. Isso sempre se fez presente em todas as vezes, que ouvia falar de ti ou que visse uma foto tua.
Hoje já não estou tão seguro de que devo mantê-la na lembrança, pois reconheço que as realidades são bem distintas e que, não mais me atreveria a novamente, fazer parte da sua. Porquê percebo que não satisfaria os teus anseios, já que eles sofreram enormes mutações.
Desde já, terei que prometer a mim mesmo, que não mais me abalarei ao ouvir teu nome ou quando ver alguma foto tua. Tudo isso, só para dissipar essa falsa esperança que tanto alimentava e que tanto me prendia a algo que já não mais fazia sentido. Libertando assim, todo o meu ser para um novo caminhar.
Criado em: 25/12/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
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01/12/2006 17:38
Uma homenagem a você como presente
Quando nascemos, a alegria foi em dobro, pois era uma gestação de gêmeos. Fora exatamente nessa data, há alguns anos atrás, que conhecera a pessoa mais especial de toda a minha vida. Mesmo sem ter ainda o discernimento das coisas, pois estava em estado de estranhamento desse novo lugar, já sentia o imenso amor que desse ser, emanava.
Ao longo de uma convivência maravilhosa, terna e enriquecedora, fui descobrindo que a sua estatura, em nada refletia a imensidão de pessoa que ela era.
Eternamente engajada no seu dever de mãe, pois não havia um peso de obrigação, mas sempre de satisfação e de realização. Foi constantemente zelosa para com os seus rebentos, sem nunca faltar com o amor, a atenção e a educação, criando todos como iguais.
Chega um tempo na vida, em que os filhos têm e precisam se apartar dos pais, atitude necessária para o crescimento de todos. Todos sofrem, mas é a mãe que sempre sente o aperto maior no coração, mesmo ciente que isso é a regra da vida. No meu caso, quis o destino ou Deus, não sei o certo, poupar a minha genitora de tal sofrer e a levou ao seu encontro. Justamente nessa data, onde hoje, celebro mais um ano de vida, por isso, o presente que me dou, é poder homenagear aquela que há tempos atrás, me concedeu o maior e melhor presente do mundo, que é a oportunidade de desfrutar esse grandioso tesouro chamado vida.
Criado em: 01/12/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
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13/11/2006 23:55
De uma paixão inacabada
Ainda hoje lamento o que, entre nós, não acontecera. Angustio-me em pensar que não experimentara o seu beijo, que não sentira o calor do seu abraço e que não vivenciara o sentimento que, naquela época, aparentávamos ter.
Hoje, sou todo arrependimento retrato de quem bem não soube aproveitar a rara oportunidade dada pelo destino. Então, o que fazer para sarar essa ferida que mais parece um câncer a corroer-me a alma, num sofrimento contínuo? Muito tentei me curar, deitando em leitos estranhos com indivíduos idem, mas que apenas teve os efeitos enganosos do analgésico, que nos dá a falsa sensação do alívio definitivo. Maquiando a doença ainda pulsante, dentro de nós.
Esquecer alguém que insinuara e deixara algo por realizar, despertando assim, desejos que só cessariam, se saciados fossem, é muito complicado para um ser, constantemente, em estado rotativo de solidão e de carência. Por isso, é que até hoje, sofro ao saber alguma notícia sua, pois sei que jamais voltarás à minha convivência diária e nem tão pouco, retornarás, só para acabar o que insinuaste e deixaste por realizar.
Criado em: 11/11/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
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30/10/2006 22:05
Uma pausa para renovar
Nesse momento de ausência, onde a falta de inspiração foi a causa principal, mas não a única. A vida segue em ritmo normal, estado esse, que as vezes, entedia, porque é sempre bom, que algo abale as estruturas da mesma por um certo período, já que a mesmice leva ao comodismo, que incentiva o ócio do mecanismo de reação que cada um possui.
Uma tsunami até que cairia bem nesse mar de tranqüilidade em que se encontram certas vidas. Tranqüilidade ruim e aparente, pois não representa a realidade cotidiana, já que se têm necessidades inerentes ao viver humano. Mas nada que uma agitação como esta, não possa reverter. Já que é na provação, que o homem se fortalece e, se assim, não acontece, significa que ele já caiu em ruína.
Estando nós em aflição, teríamos que assumir a responsabilidade de, como o titã Atlas ser mitológico, pôr nossos mundos nas costas para não vê-los desabar e se espatifarem no chão do fracasso. Estimulando assim, a nossa força interior de reverter quadros desfavoráveis.
Na vida sempre ocorrerão derrotas, só que estas, sempre revigoram as forças daqueles que ainda perseveram, para um novo combate. Coisa que não acontece quando se fracassa, pois já não há mais ânimo para lutar, expressando a total exaustão de nossas forças.
Diante dessa momentânea reflexão, a ausência de outrora, se faz terminada. Mas ainda seguiremos em busca de uma nova e longeva motivação para mais escrever e melhor viver.
Criado em: 30/ 10/ 2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
09/09/2006 20:57
Transformação pela leitura
Quando a necessidade obriga o homem a labutar cedo demais, o entendimento das coisas ao redor, fica parcialmente restrito. E assim, ele se torna mais um, nessa imensa massa de manobra usada para os mais vis interesses.
Ele vive, mas não participa. Executa, mas não questiona. Escuta e aceita, mas não discorda. No final de tudo, se reconhece como sendo, apenas, só um mero figurante nesse contexto social discriminatório desse país.
O tempo passa e ele vai adquirindo conhecimentos de vida, mas sem o devido entendimento de sua causa e efeito. Nesse momento, percebe que necessita de conhecer o porquê das coisas e decide retomar o ofício de aprendiz. Pois com o devido domínio da escrita, se abrirão as portas da leitura e, assim, ambas em perfeita sintonia, concorrerão para o seu pleno entendimento de tudo que rege o mundo ao derredor.
No início, seguirá ajudado pelo saber alheio, mas logo estará a desvendar as maravilhas do conhecimento, apenas com suas próprias convicções. Pois a leitura dá cores às visões daqueles que a domina. A partir daí, se tornará um participante ativo desse processo transformador, oriundo do conhecimento adquirido através da leitura.
Criado em: 28/08/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
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13/08/2006 22:31
A incapacidade de mudar do voto
Andam propagando aos quatro cantos do país, que o voto é a arma do cidadão! Como se o mesmo tivesse algum poder perante as verdadeiras quadrilhas organizadas, instaladas nas sedes dos três poderes.
Todo político por bom que seja, jamais chegará a ser um santo, pois mesmo em suas mais ínfimas ações, sempre prevalecerá o seu interesse particular. Isso explica porque nem todo empresário pode ser um ótimo político, já o oposto, é, com toda certeza, mais provável.
Sempre faremos essa pergunta que parece não ter resposta: será mesmo que votar implica na melhoria dessa secular e corrupta classe política? A única certeza que temos, é que o voto muda apenas as pessoas, mas nunca mudará a consciência usurpadora dos bens públicos, que impera na grande maioria daqueles que ocupam os gabinetes das câmaras e assembléias desse país.
De nada adiantará votar noutra sigla partidária ou mudar de candidato, pois o descaso e o desmando com a coisa pública continuarão a acontecer, com mais ou menos freqüência. O voto jamais mudará o contexto atual de fraudes, desvios e corrupção ativa ou passiva. Nem tão pouco, com esse corporativismo irresponsável e conivente que tanto contribui para a presente impunidade dessa escória política. Enquanto não houver uma milagrosa e grande mudança de consciência e de atitude dessa abominável classe política, não existirá salvação social para nós, cidadãos cumpridores de seus deveres, mas que nunca têm seus direitos reconhecidos por aqueles que criam e executam as leis.
Criado em: 05/08/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
05/08/2006 21:55
A verdade dos discursos políticos
Nas palavras proferidas pelos políticos em época de eleição ou em pleno exercício de suas funções, só existe uma verdade e, esta, infelizmente, poucos podem perceber. Já que a mesma é descrita de forma subliminar, mas podemos resumi-la em uma única frase: é a divulgação sutil dos interesses próprios que serão satisfeitos em detrimento ao bem social comum.
Criado em: 05/08/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
25/07/2006 00:25
Efeitos de uma dissimulada relação
Minha presente musa, por que teimas em me enganar com tão doces palavras, dignas de compor as mais belas trovas de amor, se tua boca não fala o mesmo idioma do teu coração? Não brinques assim comigo, meu coração não suportaria tamanha travessura, pois ele é frágil como a mais bela rosa do teu jardim.
Ah, minha esplêndida musa! Por que queres me induzir a ter esperanças numa insinuada relação, onde percebo que apenas um só coração vai amar, coração este, que sinto ser o meu?
Oh, minha inusitada musa! O encanto de tuas palavras é tão forte que acredito na ilusão de que por mim, te apaixonarás e, devido a esse devaneio, eu a ti, me deixo prender.
Ah, minha adorável musa! Acreditei que por ti, esperei a minha vida inteira, desprezando inúmeros amores, só por pensar que tu, igualmente, me desejavas. Então, quando por fim chegaste, descobri a duras penas, que perdera uma vida toda por nada. Pois vieste dizendo que nunca me amaste de verdade, que tudo fora fingimento e que eu podia ir procurando outra pessoa.
Ah, alheia e sádica musa! Como conseqüência por ter acreditado nas tuas desmedidas juras e ter devotado o meu querer somente a ti, me pego entregue a uma infinita solidão e com o peito ferido, devido ao fim que colocaste numa relação em que me fizeste pensar, existir entre nós.
Criado em: 24/07/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
09/07/2006 21:22
A complicada arte de terminar uma relação
Eis que chega o dia em que temos de nos apartar até mesmo, daqueles que nos fizeram bem! Este dia veio numa frase dita meio que de supetão, não importando se fora ele ou ela, o emissor ou o receptor. Mas apenas que a mesma soou assim: melhor terminarmos tudo!, logo um silêncio sepulcral imperou e, uma angustiada reflexão em ambos se instalou. Enquanto um pensava que ali se efetivava a sua liberdade, o outro só imaginava o quanto sofreria por tal perda.
Todos evitam ter que enfrentar esse dia, pois ninguém quer assumir que será o algoz do outro, já que este, geralmente, é quem mais arcará com as conseqüências ruins de tal ato. Na cabeça só há um pensamento, que é o de, mesmo ciente de que maltratará o oposto, tudo findar de uma forma satisfatoriamente racional.
O bom seria se nesse caso, existisse uma afinidade suficientemente capaz de nos fazer pressentir a estagnação da relação e assim, ao dialogar, cada um seguisse seu próprio caminho, sem muitas ou longas e desnecessárias explicações ou desculpas, que só proporcionam um mal-estar.
Desde que a humanidade começou a existir, é fato que em qualquer relação, sempre existirá aquele que se doará mais do que irá receber. Logo, insistir que o outro retribua na mesma medida, o que, espontaneamente, lhe fora dado, é demonstrar o quanto se é egoísta. Porque ninguém, mesmo que numa visão em particular, isso seja o correto, é obrigado a devolver igual ou em dobro, tudo que lhe é ofertado. Afinal, uma relação é uma troca, onde não está determinado quem dará o que ou o quanto, ao outro.
Mesmo que se queira ser sutil na abordagem do tema em questão, com o outro, tem sempre aquele que teima em fingir não entender as diversas mensagens subliminares ditas na convivência diária. Esse que não quer aceitar o fim é aquele que por carência afetiva, decepção amorosa ou por alguma obsessão sentimental, optou por se entregar de todo a uma relação que surgiu de forma eventual, esquecendo que devido a esse detalhe (eventual), já era fadada a ser breve.
Enfim, infelizmente, ainda não inventaram uma maneira eufemista, suficientemente, capaz de encerrar uma relação, sem que uma das partes, saia ferida.
Criado em: 29/05/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
29/06/2006 13:51
Sonho duvidoso
Estava recolhido em meu quarto a meia-noite, quando uma leve brisa me fez dormir. Sonhos logo ocuparam a minha mente, neles, coisas maravilhosas presenciei. Numa delas, você sorria e falava coisas belas e amáveis. Surpreso, ouvi a revelação de que tinha um amor, nesse momento, me senti o escolhido, pois o seu olhar e tais palavras, davam tal impressão.
Nesse sonho, a sua bela e sensual presença, me provocou excitação, a ponto de, quase perder de vez o meu jeito puritano. Mas algo nessa ilusão, eu não pude entender: quando me revelava que tinha um amor, a pessoa de quem falava, não era concretamente eu, ou talvez fosse, quem sabe. Tal dúvida ficou encravada em minha cabeça, pois justamente quando ouviria de quem se tratava, caí da cama e retornei à realidade.
Criado em: 15/08/1997 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
25/06/2006 20:04
O teu olhar
Não sei quando, mas realizarei o meu desejo de expressar através de gestos e de palavras, o que sinto realmente por ti. Mas tudo isso farei, sem ter de te olhar de frente, pois teu olhar me toca de um jeito tal, que fico enfeitiçado, a ponto de não poder esboçar nenhuma reação.
Criado em: **/**/1990 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
18/06/2006 20:13
Súbita angústia
Pensava em voltar, mas no fundo, não desejava este retorno. Dentro de mim, algo me perturbava, a ponto de me deixar nessa indecisão.
A razão fora mais forte e, por isso, não quis esse regresso. Mas o meu corpo pobre corpo, que só pensa em saciar seus anseios carnais, ainda ansiava por ter novamente o teu ser.
Por tudo isso, muito me esforcei para escapar de um provável encontro. Mas o destino, influenciado pela carência carnal, que ainda habitava em mim, me fez dialogar contigo. Ainda nesse diálogo, tentei fugir de um já inevitável desfecho, pois percebi em teu olhar, súplicas por beijos. Nesse momento, ainda a duvidar da veracidade delas, me peguei envolvido pelos teus braços e totalmente sufocado pelos teus lábios. Logo depois, parti sem graça, pois algo ruim sentira.
Agora, torço para que o tempo logo passe e esse há muito repudiado retorno, seja desfeito. Levando junto consigo, essa súbita angústia, causada pela realização de um gesto instintivo.
Criado em: 15/04/1996 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
12/06/2006 23:16
O amor
Como já diziam: O amor não tem data, não tem hora e nem lugar para brotar, mas quando surge, é para ficar!
Acontece que, muitas vezes, o tratamos tão mal, que o amor vai embora aborrecido. Deixando os nossos corações vazios e a solidão, como nossa eterna companheira. Quando enfim, percebemos o nosso imenso erro, aí já foi tarde demais.
Criado em: **/**/1991 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
08/06/2006 19:12
Últimos passos de um suicida
Eis que no Vale das Sombras e da Morte, chega mais um novo visitante! Com passos decididos, caminha sem pressa, seu nome, ninguém sabe. O porquê dele estar ali, só o mesmo sabe, pois aos seus, nada insinuou ou comentou.
A sua aparência apresenta uma tranqüilidade rotineira àqueles que sempre fizeram parte da sua convivência, mas interiormente, uma batalha já está, praticamente, decidida. Restando apenas, seguir o script existencial de sempre, só que de forma derradeira, para que ninguém pressinta o que já está por vir.
Sobram apenas dois dias, suficientes para se despedir daqueles que, de alguma forma, lhes foram camaradas. São declarações sutis de adeus, escondido sob frases de agradecimentos. O tempo parece colaborar como se fora um mero figurante, pois voa, restando agora, apenas horas para o desfecho final de uma vida.
O semblante está sereno como nunca estivera antes, mesmo em situações de extrema calmaria existencial. Mas antes da auto-execução sumária, coloca sobre a cama, algumas folhas que escrevera dias atrás, numa vã tentativa de justificar o erro que está por cometer a si mesmo e que culminará numa condenação coletiva. Pois ele pagará num julgamento final, enquanto que os seus pagarão ainda em vida, com o sofrimento que esse ato os causará.
Chegada a hora, a serenidade fúnebre, está ainda mais fortemente presente em seu semblante. Seu coração, derradeiramente, bate em ritmo normal. Seu olhar nada mais mira, senão, o vazio de um abismo ilusório, em que irá se lançar, para nunca mais voltar. Tudo flui de forma rápida, um artefato metálico esférico, sibila breve no ar e atinge um dos seus quatro sentidos, fazendo-o insensível ao som, determinando com isso, o fim dos demais. Seu corpo, agora inerte, já não mais representa a morada de uma alma, que outrora, sentia humanamente, todas as alegrias de uma vida que nesse momento, escolhera deixar para trás.
Seu nome, apenas os mais próximos, saberão. Quanto a nós, seus semelhantes, apenas o conheceremos duma manchete de jornal e por um codinome, o suicida.
Criado em: 03/06/2006 Autor: Flavyann Dee Flaff
enviada por O Anjo Malvado !
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